sábado, 10 de novembro de 2012

FILIS E AMOR


FILIS E AMOR
(Manuel Maria du Bocage)


Num denso bosque
Pouco trilhado,
e a ternos crimes
Acomodado,

Por entre a rama
Fresca e sombria
Do tenro arbusto
Que me encobria,

Vi sem aljava
Jazer Cupido
Junto de Filis,
À mãe fugido.

Entre as nevadas
Mãos melindrosas
Tinha um fragrante
Festão de rosas.

A mais brilhante
Dele afastando,
Dizia a Filis
Com riso brando:
“Mimosa Ninfa,
glória de Amor,

ás-me um beijinho
Por esta flor”?
“Sou criancinha,
não tenhas pejo”.
Sorriu-se Filis
E deu-lhe o beijo;

Mas o travesso
Logo outro pede
À simples Ninfa
Que lhos concede.

Que por matar-lhe
Doces desejos,
A cada instante
Repete os beijos.

Assim brincavam
Filis e Amor,
Eis que o Menino,
Sempre traidor,


Co’a pequenina
Boca risonha
Lhe comunica
sua peçonha.
descora Filis,
e de repente
solta um suspiro
d’alma inocente.

Mal que o gemido
Férvido soa
O mau Cupido
Com ele voa.

“Ninguém, ó Ninfa
(Diz a adejar),
Brinca comigo
Sem suspirar
E deu-lhe o beijo;

Mas o travesso
Logo outro pede
À simples Ninfa
Que lhos concede.

Que por matar-lhe
Doces desejos,
A cada instante
Repete os beijos.

Assim brincavam
Filis e Amor,
Eis que o Menino,
Sempre traidor,


Co’a pequenina
Boca risonha
Lhe comunica
sua peçonha.
descora Filis,
e de repente
solta um suspiro
d’alma inocente.

Mal que o gemido
Férvido soa
O mau Cupido
Com ele voa.

“Ninguém, ó Ninfa
(Diz a adejar),
Brinca comigo
Sem suspirar

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

“Sabes, esta água do lago é salgada.” Inês fez uma cara de espanto,
mas a tia continuou, “Observa bem ali para o meio destas rochas. Notas
uma passagem estreita? Muito bem. É ali que está a ligação com o mar!
Mas não é tudo. A verdadeira surpresa surge quando atravessamos essa
passagem.”

E dito isto despiu a roupa ficando em biquíni, encorajando Inês a
fazer o mesmo.

“E o tio? Não vem connosco para a água?” perguntou intrigada ao
verificar que Leandro se mantinha vestido.

“Pois é… Eu não posso. Já vais perceber porquê. Mas vou subir às
rochas e ver-vos do outro lado, está bem?”

Tia e sobrinha mergulharam então na água límpida e morna.
Sempre adoraram a água do mar, e poderem fazê-lo num local paradisíaco
como aquele, era mesmo qualquer coisa do outro mundo. Após breves
instantes nadavam em direcção à passagem. Era realmente estreita. Ou
pelo menos dava essa sensação, talvez pelas rochas serem muito altas.
Continuaram a avançar pelo canal, e à medida que o faziam, parecia a Inês
que se tornava ainda mais fácil nadar. A sensação era deveras estranha.
Inês cada vez deslizava mais depressa quase não sendo preciso fazer força
nas braçadas. Procurou a tia e verificou que esta a acompanhava.
Aproximava-se do final da passagem e agora já só ajudava com os braços o
movimento ondulante do corpo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011



A névoa ficou para trás e de repente encontrava-se no meio de um
lago enorme, com uma água límpida onde até se podiam ver alguns
peixinhos de cores vivas, aqui e ali. No local onde navegavam, o lago ainda
fazia parte de uma gruta também imensa com um tecto tão alto que nem
dava para acreditar. Mais à frente, a gruta acabava numa abertura da
largura de um campo de futebol, e o lago continuava para fora, reflectindo
a luz ofuscante do sol.

Leandro parou o barco numa das margens à saída da gruta. Os tios
olharam sorridentes a cara de espanto da sobrinha que ainda não soltara
um único som, perante tão maravilhosa magia.

“Onde estamos?” perguntou finalmente Inês.

“Num mundo fantástico onde só alguns estão autorizados a vir.
Podem também trazer mais alguém. Mas isso obedece a uma regra”,
explicou a tia Sónia fazendo uma pausa. E continuou, “Só podem trazer
alguém de quem gostem realmente muito, do fundo do coração.”

Inês deixou escapar uma risadinha de satisfação, enquanto abraçava
em simultâneo os tios que também adorava. Depois saíram do barco para
a margem em pedra e caminharam para fora da gruta contornando o lago.
Em pouco tempo já caminhavam na areia branca, acompanhada mais ao
lado por uma bela floresta exótica, donde sobressaíam algumas palmeiras
mais altas. Os três continuaram a andar e a apreciar a beleza do lugar,
enquanto alguns coqueiros pareciam curvar-se à sua passagem. Mais à
frente, em toda a largura do lago, rochas altas não deixavam ver o que
estava para além delas. Ao chegarem mais perto Sónia explicou:

terça-feira, 25 de janeiro de 2011



Nevoeiro? Pareceu-lhe ter percebido nevoeiro. Que tolice! Com céu
limpo e um sol quente…

“Desculpa tio, não percebi…”, explicou.

“Eu disse nevoeiro. Está quase na hora. Mas fica descansada que
não há problema.”

E a Inês ficou baralhada. Continuava sem perceber nada. Olhou para
a tia em busca de algum esclarecimento, mas só obteve uma piscadela de
olho. Encolheu os ombros e deixou-se ficar. Daí a pouco, não muito longe
do local onde se encontravam e um pouco sobre o lado direito, começou a
levantar-se uma ligeira névoa. Primeiro bem juntinho à água, depois um
pouco mais para cima, até que finalmente ficou um nevoeiro cerrado da
altura de uma casa de primeiro andar, e que mais parecia uma grande
nuvem a flutuar sobre o mar.

“Está na hora”, avisou o tio Leandro pondo o motor a trabalhar. Inês
olhou para o relógio que marcava exactamente 11 horas. Inês Filipa, não
podes estar a acreditar no que vês, pensou para si, querendo contrariar o
que acabava de observar.

O barco arrancou lentamente para fazer os vinte metros que os
separavam do nevoeiro. Inês segurou com mais força a mão da tia Sónia à
medida que se aproximavam. Finalmente começou a sentir aquelas
gotículas de humidade esfriando a sua pele até que tudo ficou branco à
sua volta. Com o barco em movimento, passaram mais alguns segundos
até que o nevoeiro começou novamente a desvanecer-se. Mas em vez de
continuar a ver o mar, Inês começou a vislumbrar um mundo
completamente diferente

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma aventura no mar




Era com certeza mais um dia de aventura. Só podia. Quando os tios
a convidavam para mais um dia inesquecível, algo de diferente estava
para acontecer.
Inês subiu entusiasmada para o barco de recreio a motor que o tio
alugara. Branquinho, parecia um iate em ponto pequeno, com uma cabina
minúscula, mas suficientemente confortável para se sentarem a apreciar a
água azul esverdeada que tanto gostava. Assim aconteceu. Com o tio
Leandro ao volante e a tia Sónia mais atrás sentada junto de si, lá foram
galgando a ligeira ondulação, deixando para trás o estreito ancoradouro
daquela baía maravilhosa, ainda mais bonita vista do mar.
Por muito que insistisse com a tia Sónia para esta lhe dizer onde
iam, apenas conseguia obter um sorriso de contentamento. Um sorriso
causado pela alegria de saber a felicidade que iriam proporcionar à
sobrinha que tanto adoravam.
Passados uns bons vinte minutos, Leandro desligou o motor e
deixou o barco parar. O mar continuava calmo e Inês apenas conseguia
ver água a toda a volta. Para trás, apenas uma estreita linha no horizonte
fazia lembrar que ali havia terra. Intrigada, perguntou:
“Afinal o que se passa?”
Ao que o tio respondeu com certo ar enigmático:
“Agora temos que esperar um bocadinho pelo nevoeiro…"

NÃO PERCAM A CONTINUAÇÃO AMANHÃ!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Todo dia existe Deus.



Um dia me perguntaram se eu acreditava em Deus.
Eu então lhes respondi da maneira como eu pensava.
Entre a lua e as estrelas num galope, num tropel,
Pisando nas nuvens brancas eu vi Deus passar no Céu.

Todo dia existe Deus...
No sorriso da criança, no canto dos passarinhos,
No olhar, na esperança...

Todo dia existe Deus...
Na harmonia das cores, na natureza esquecida,
Na fresca aragem da brisa, na própria essência da vida...

Todo dia existe Deus...
No regato cristalino, pequeno servo do mar,
Nas ondas lavando as praias, na clara luz do luar...

Todo dia existe Deus...
Na escuridão do infinito, todo ponteado de estrelas,
Na amplidão do universo, no simples prazer de vê-las...

Todo dia existe Deus...
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
Nos movimentos da Terra, que gira incessantemente...

Todo dia existe Deus...
No orvalho sobre a relva, na natureza que encanta,
No cheiro que vem da terra, e no sol que se levanta...

Todo dia existe Deus...
Nas flores que desabrocham perfumando a atmosfera,
Nas folhas novas que brotam anunciando a primavera...

Deus é capaz, Deus é paz,
Deus é a esperança, é o alento do aflito,
O Criador do Universo, da luz, do ar, da aliança...

Deus é a justiça perfeita, que emana do coração.
Ao perdoar quem ofende, Ele é o próprio perdão...

Será que você não viu ainda o rosto de Deus
No colorido mais belo dos olhos dos filhos seus?

Deus é constante e perene, é Divino, de tal sorte
Que sendo a essência da vida é o descanso na morte...

Não há vida sem a volta e não há volta sem vida.
A morte não é a morte, é só a porta da vida...

Todo dia existe Deus...
No ciclo da natureza, neste ir e vir constante,
No broto que se renova, na vida que segue adiante,
Em quem semeia bondade, em quem ajuda o irmão
Colhendo felicidade, cumprindo a sua missão...

Todo dia existe Deus...
No suor de quem trabalha, no calo duro das mãos,
No homem que planta o trigo, no trigo que faz o pão,
Você pode sentir Deus dentro do seu coração...


NÃO PERCAM! SEGUNDA-FEIRA(AMANHÃ)
estarei trazendo uma breve história que será contada em 6 dias apenas!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Biquinis e moda praia.




Calor, temporada de férias se aproximando, hora de começar a pensar no traje de banho para usar na praia ou na piscina e aproveitar o verão com muito estilo. As tendências da moda praia 2011 já começam a aparecer nas vitrines e trazem novidades

Os modelos inspirados nas peças antigas, nos biquínis e maiôs de anos atrás, mas com um toque mais moderno e sofisticado são destaque.

Com amarrações, costuras assimétricas, estampas geométricas, étnicos e de animais, tiras, drapeados, bordados, vazados e detalhes como argolas de metais, pedrarias, laços e aplicações, os biquínis ganham mais personalidade e elegância.

Os modelos com decotes tomara que caia, frente única e com alças trabalhadas também estão em alta. Eles valorizam o colo feminino e deixam a mulher mais sensual. Mas atenção, escolha um modelo que combine e sustente perfeitamente o tamanho dos seios.

O verão é sempre muito alegre e colorido e as cores da moda praia 2011 vão de tons mais suaves a cores vivas e quentes. As cores fluo, febre na temporada passada saem um pouco de cena.

Inspire-se nas tendências da moda praia 2011, escolha um modelo de maiô ou biquíni que combine com o seu estilo, que valorize o seu corpo e arrase neste verão.

Dicas para escolher o biquíni adequado ao seu corpo
Mulheres com seios pequenos: Para quem não tem seios avantajados, o modelo mais ideal é o cortininha, principalmente os com bojos. Os modelos “tomara-que-caia” também ajudam a dar a sensação de seios mais volumosos.

Mulheres com quadris estreitos:: Parte de baixo com lacinhos são as melhores, ou aquelas que tem as laterias da calcinha bem estreita

Mulheres com seios grandes:: Sutiãs estilo faixa com alças cai muito bem. Sutiãs com bojo também fica bom, desde que seja bem estruturado na base.

Quadris largos:: Calcinha tipo sungão ficam muito bem.