
A névoa ficou para trás e de repente encontrava-se no meio de um
lago enorme, com uma água límpida onde até se podiam ver alguns
peixinhos de cores vivas, aqui e ali. No local onde navegavam, o lago ainda
fazia parte de uma gruta também imensa com um tecto tão alto que nem
dava para acreditar. Mais à frente, a gruta acabava numa abertura da
largura de um campo de futebol, e o lago continuava para fora, reflectindo
a luz ofuscante do sol.
Leandro parou o barco numa das margens à saída da gruta. Os tios
olharam sorridentes a cara de espanto da sobrinha que ainda não soltara
um único som, perante tão maravilhosa magia.
“Onde estamos?” perguntou finalmente Inês.
“Num mundo fantástico onde só alguns estão autorizados a vir.
Podem também trazer mais alguém. Mas isso obedece a uma regra”,
explicou a tia Sónia fazendo uma pausa. E continuou, “Só podem trazer
alguém de quem gostem realmente muito, do fundo do coração.”
Inês deixou escapar uma risadinha de satisfação, enquanto abraçava
em simultâneo os tios que também adorava. Depois saíram do barco para
a margem em pedra e caminharam para fora da gruta contornando o lago.
Em pouco tempo já caminhavam na areia branca, acompanhada mais ao
lado por uma bela floresta exótica, donde sobressaíam algumas palmeiras
mais altas. Os três continuaram a andar e a apreciar a beleza do lugar,
enquanto alguns coqueiros pareciam curvar-se à sua passagem. Mais à
frente, em toda a largura do lago, rochas altas não deixavam ver o que
estava para além delas. Ao chegarem mais perto Sónia explicou:
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