quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

“Sabes, esta água do lago é salgada.” Inês fez uma cara de espanto,
mas a tia continuou, “Observa bem ali para o meio destas rochas. Notas
uma passagem estreita? Muito bem. É ali que está a ligação com o mar!
Mas não é tudo. A verdadeira surpresa surge quando atravessamos essa
passagem.”

E dito isto despiu a roupa ficando em biquíni, encorajando Inês a
fazer o mesmo.

“E o tio? Não vem connosco para a água?” perguntou intrigada ao
verificar que Leandro se mantinha vestido.

“Pois é… Eu não posso. Já vais perceber porquê. Mas vou subir às
rochas e ver-vos do outro lado, está bem?”

Tia e sobrinha mergulharam então na água límpida e morna.
Sempre adoraram a água do mar, e poderem fazê-lo num local paradisíaco
como aquele, era mesmo qualquer coisa do outro mundo. Após breves
instantes nadavam em direcção à passagem. Era realmente estreita. Ou
pelo menos dava essa sensação, talvez pelas rochas serem muito altas.
Continuaram a avançar pelo canal, e à medida que o faziam, parecia a Inês
que se tornava ainda mais fácil nadar. A sensação era deveras estranha.
Inês cada vez deslizava mais depressa quase não sendo preciso fazer força
nas braçadas. Procurou a tia e verificou que esta a acompanhava.
Aproximava-se do final da passagem e agora já só ajudava com os braços o
movimento ondulante do corpo

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