quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O DIALOGO É FUNDAMENTAL NUMA RELAÇÃO



O diálogo é a ponte que une as pessoas e, em especial, os casais. Quando um casal aprende a demonstrar através do diálogo o que espera do outro, o que gosta e o que não agrada, a relação fica mais verdadeira, mais duradoura.

O diálogo é capaz de unir as pessoas de tal forma que elas se tornam aptas a viver o respeito simultâneo. Quando o relacionamento começa a perder esse alicerce chamado diálogo, os parceiros vão se distanciando e, o pior, vão criando alucinações mentais, do tipo: “eu acho que ela não gosta daquilo”, “eu acho que ele me enganou”, e assim por diante. Quanto menos diálogo é criado dentro de uma relação, maior é a distância entre os parceiros.

O diálogo pode acontecer de diversas maneiras, através de olhares, palavras e atitudes. O medo de conversar é uma semente que vai crescendo na relação e, com o passar dos anos, vai corroendo os sentimentos e a união. Muitas vezes, quando um dos dois resolve falar, terminam descobrindo que já estão vivendo em mundos tão distantes e tão diferentes que já é tarde demais, pois a semente do amor foi sufocada pelo veneno da mentira, da hipocrisia e até da omissão.

Sugiro que você comece a desenvolver o poder do diálogo agora. Antes de mais nada, lembre-se que não há razão de ser qualquer situação nessa vida que não esteja baseada na verdade. De nada adianta falar, viver ou tentar qualquer atitude se a verdade não for a chave para essa experiência. Se você realmente quer viver e manter um grande amor, comprometa-se com a verdade.

Não pense que isso o torna um ser humano proibido de cometer erros. Todos nós tomamos atitudes equivocadas. Estamos num processo de crescimento e evolução, cada qual no seu nível, na sua tentativa. No entanto, quando você está comprometido com a verdade, tudo vale a pena, tudo pode ser superado, tudo pode ser perdoado.

Creio que a verdade é o maior segredo, o mais precioso tesouro, a mais nobre ferramenta humana. Não é possível existir e fazer com que a sua vida exista se o que você vive é um emaranhado de omissões, enganos e farsas. Saiba que, por mais difícil e doloroso que possa parecer (e ser) essa experiência, é somente assim que você pode estar certo de ter passado por esse mundo sendo você mesmo. Aposte nisso!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A corrupção é muito pior do que se imagina


Um teste realizado com 244.836 crianças da primeira série do ensino fundamental dá uma valiosa pista sobre os meios de produzir melhores alunos. A imensa maioria dos que passaram pela pré-escola teve melhores notas em língua portuguesa.
Dos que obtiveram ótimo, a nota máxima, como conceito somente 10,2% não tinham passado pela chamada educação infantil. Esse é apenas um detalhe observado num exame (Saresp) em que se avaliaram 4,5 milhões de alunos paulistas -grande parte dos quais da rede estadual- do ensino fundamental e médio.
Diagnóstico: os cidadãos que tiveram a oportunidade de serem estimulados desde o berço demonstraram mais chance de progresso intelectual e profissional. Prognóstico: se o poder público investir em educação infantil, os futuros trabalhadores serão mais qualificados, e os cidadãos, mais educados.
Apesar da extensão do teste realizado pela Cesgranrio, com inúmeras lições sobre avanços e deficiências -é inédita no Brasil uma avaliação de 4,5 milhões de alunos desse nível de ensino-, houve baixa repercussão.

Primeira explicação: ainda não nos convencemos, de fato, da importância do capital humano para o desenvolvimento de uma nação. Segunda: o país ainda não sabe que a gestão sofrível, além de retardar a qualificação dos cidadãos, é o maior ralo de dinheiro público que existe no país. Terceira: a onda de suspeitas de corrupção, em ritmo de espetáculo, concentra quase toda a atenção.
Na semana passada, num debate na Folha, o ministro Patrus Ananias, o secretário do Desenvolvimento Social do município de São Paulo, Floriano Pesaro, Lena Lavinas, da UFRJ, e Marcelo Nery, da FGV-RJ, demonstraram uma série de divergências. Concordaram, entretanto, em que as centenas de bilhões de reais drenados em programas de educação, saúde e assistência social poderiam ser mais bem usadas se tivéssemos mais indicadores e melhor gerência.
Como os gastos sociais significam, nos três níveis de governo, 25% do PIB (R$ 1,8 trilhão), estamos falando de R$ 470 bilhões. É sabido que parte desse dinheiro se perde na ineficiência. Por exemplo, falta de foco, dispersão de programas e dificuldade de entrosamento das ações em âmbitos municipal, estadual e federal.

Na galeria de assuntos vitais e submersos na barulheira da crise política está o Fundeb -a proposta de uma nova repartição de recursos da educação, que altera o financiamento dos ensinos médio e infantil. Foi proposto o aumento do ensino fundamental para nove anos. O problema gira em torno dos especialistas, longe, muito longe, dos beneficiários da educação: pais e seus filhos.
Um grupo de especialistas, por exemplo, lamenta que as creches tenham ficado de fora da proposta. Pesquisas e mais pesquisas têm demonstrado como o estímulo na fase de zero a três anos de idade é decisivo no desenvolvimento das crianças.

O governo federal lançou uma espécie de lei de responsabilidade fiscal aplicada à saúde, cujo objetivo é assegurar mais rigor nos gastos em saúde pública, nos quais existe, como se sabe, muito desperdício. Repercussão zero.
Nas últimas semanas, liberaram-se documentos que revelaram como a disseminação do programa Médico da Família reduziu a mortalidade infantil. Também baixíssima repercussão. É o mesmo impacto das estatísticas divulgadas há dez dias, nas quais se vê a redução da taxa de gravidez de adolescentes no Estado de São Paulo. Essa é uma praga nacional, que envolve 1 milhão de adolescentes todos os anos, sem contar os efeitos deletérios dos abortos. Gravidez na adolescência é uma praga que ajuda a explicar o aumento da miséria e até da violência.
Uma experiência que envolve governo, fundações e empresários, realizada em 2.400 escolas públicas abertas nos fins de semana, conseguiu reduzir os índices de agressão, as depredações, o tráfico de drogas e o desrespeito aos professores. Instrumentalizaram-se, nessas escolas, jovens para atuar como agentes comunitários. Mais uma vez, nenhuma repercussão.

Uma das mais importantes experiências sociais brasileiras é a redução da taxa de homicídios na região metropolitana de São Paulo; só na capital, a queda foi de 40%. Em bairros pobres devastados pela violência, como Heliópolis (120 mil habitantes), Cidade Tiradentes (150 mil habitantes) e Jardim Ângela (120 mil habitantes), graças a engenhosas articulações comunitárias, conseguiram ir mais longe: baixa de, respectivamente, 50%, 70% e 75%. Lembre-se de que, até pouco tempo atrás, o Jardim Ângela era apontado como a região mais violenta do planeta.
A repercussão dessas descobertas limitou-se, ainda assim escassamente, a São Paulo.

O efeito da corrupção é, como se vê, maior do que se imagina. Além do desvio de dinheiro e de abater o moral de todo um país, colabora para tirar ainda mais o foco do que realmente importa numa nação, que é a melhora de seu capital humano, cuja prosperidade significa mais empregos e salários.
PS - Estaremos atingindo um novo estágio de aprimoramento democrático quando nós, da mídia, dermos tantas páginas às mazelas da educação quanto damos à corrupção. Seremos um país de fato desenvolvido quando resultados como o do Saresp produzirem tanta emoção como os resultados futebolísticos. Pode não parecer, mas a habilidade de nossos alunos é mais importante do que a dos jogadores.

Gilberto Dimenstein

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aprendendo a conversar com Deus



Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.

Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.

A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.

Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.


Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.

Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.

A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."

Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...

Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase:
"as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esse texto não é referente so a falta de compromisso com o desafio,mas com a nossa vida em geral.

Compromisso: porque essa palavra soa tão pesado para as nossas vidas?

É complicado entender o que nos faz fugir dos compromissos.
Vou contar-lhes uma história, uma garota falou que estava angustiada com seu namorado, pois acreditava que ele iria em breve a pedir em casamento. Perguntei-a se gostava do rapaz. Disse-me que realmente gostava dele. Então, perguntei se firmar o compromisso seria ruim, e ela disse que sim, pois achava-se muito nova para casar. Dito e feito: o pedido de casamento veio; o “não” como resposta também; a frustração de um relacionamento que até ia bem; o fim de tudo.

Havia um rapaz que trabalhava em uma empresa como cobrador, visitando casa em casa, de moto, cobrando o valor dos serviços prestados por esta empresa. Nunca dava o sangue pelo trabalho. Achava que aquela profissão não era o que ele merecia. Não queria ser cobrador para sempre, e por isso não demonstrava mesmo muito compromisso com aquela função. Certo dia perdeu o emprego. O motivo alegado pela empresa foi justamente a falta de dedicação.

Outro rapaz, certa vez, estava em dúvida em qual vestibular iria prestar. Não sabia o que queria fazer. Passou num curso chamado “Biblioteconomia”, e por não saber previamente o que este curso era, não se dedicou, ao fim do ano reprovou, e desistiu daquela faculdade.

Pessoas perdem coisas boas por causa da falta de compromisso. Perdem oportunidades, às vezes únicas na vida, pelo simples fato de se acharem: despreparadas; novas; imaturas; melhores que o oferecido; incapazes de dar conta do recado; sem vontade mesmo; e outros tantos motivos. No fim, tudo se resume a não querer arcar com as conseqüências de uma decisão tomada.

O compromisso mesmo não é nada. O medo é de falhar com o que seremos, com o que dizemos, com o que prometemos. Temos medo de sermos apontados na cara com um belo de um dedo indicador e nos sentirmos os piores do mundo, só porque falhamos. Aí, entra até a falta de compromisso conosco mesmo, pois não somos aptos a assumir nossas próprias virtudes e méritos.

Aonde chegaremos, nesta vida, sem compromissos? Eu um dia tive a noção plena que a vida é formada por projetos.

Você quer comprar uma moto, vai montar um esquema de economia financeira. Largará um pouco de gastar com lanches e saidinhas no final de semana, vai economizar nos gastos supérfluos, e assim busca que lhe sobre o dinheiro para a aquisição da moto ao fim de um período. Isto é um projeto.

Você quer fazer uma faculdade que sempre teve vontade, mas atualmente não tem recursos para pagá-la. Então resolve fazer um cursinho, tentar uma pública, ou senão resolve fazer um curso técnico na mesma área, para já se adiantar do conhecimento que terá que obter na faculdade. Isto também é um projeto.

Você quer montar um fã-clube e um site sobre os BackStreet Boys. Resolve então que primeiro procurará fotos, depois reunirá tudo, vai escrever umas matérias sobre a banda e depois corre atrás de associados para o clube a fim de bancar os custos da hospedagem do site em um provedor. Isto, mesmo sendo uma coisa tosca, é um projeto.

Então, na vida, tudo que queremos fazer se resume em projetos. E projetos são compromissos. Se queremos algo, nos mudamos, nos alinhamos, nos melhoramos, a fim de que este compromisso aconteça.

Já para jovens, inclusive para mim mesmo, é difícil tomar decisões e compromissar-se com elas. Temos medo de falhar. Então, vamos assumir o compromisso conosco mesmo de assumir nossas falhas, e todos outros compromissos serão mais fáceis de aceitarmos e tentarmos cumprir.

Falhar é parte da arte de viver. Mas garanto, se você resolve tomar o compromisso de se assumir como ser humano, falho e passível de erros, é muito mais fácil lidar com os compromissos a mais que nos surgem a frente. Porque tantos jovens não vão à igreja? Pois tem medo de falharem, acreditando que quem é de igreja não pode ser falho. Outra coisa, é que se você resolve mesmo assumir os compromissos que lhe surgem à frente, você começa a ser recompensado. As pessoas pegam confiança em você. Olham para você como uma pessoa séria, de princípios e caráter. Vêem em você algo mais, que atualmente poucas pessoas têm. E com isso, confiam a você muito mais coisas do que você já pensou possuir ou controlar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Amar Bonito

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:

Aprendam a fazer bonito seu amor.

Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.

Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...

Tenho visto muito amor por aí.

Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.

Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.

Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.

Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.

Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.

Nem queira!!!

Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.

Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?

De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?

Talvez não.

Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.

Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.

E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.

Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.

Saia cantando e olhe alegre.

Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos 'aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.

Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.

Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.

Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.

Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.

Falando besteiras, mas criando sempre.

Gaguejando flores.

Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.

Revivendo os caminhos que intuiu em criança.

Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.

Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.

Não se preocupe mais com ele e suas definições.

Cuide agora da forma do amor:

Cuide da voz.

Cuide da fala.

Cuide do cuidado.

Cuide de você.

Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A escola dos bichos

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.