Compromisso: porque essa palavra soa tão pesado para as nossas vidas?
É complicado entender o que nos faz fugir dos compromissos.
Vou contar-lhes uma história, uma garota falou que estava angustiada com seu namorado, pois acreditava que ele iria em breve a pedir em casamento. Perguntei-a se gostava do rapaz. Disse-me que realmente gostava dele. Então, perguntei se firmar o compromisso seria ruim, e ela disse que sim, pois achava-se muito nova para casar. Dito e feito: o pedido de casamento veio; o “não” como resposta também; a frustração de um relacionamento que até ia bem; o fim de tudo.
Havia um rapaz que trabalhava em uma empresa como cobrador, visitando casa em casa, de moto, cobrando o valor dos serviços prestados por esta empresa. Nunca dava o sangue pelo trabalho. Achava que aquela profissão não era o que ele merecia. Não queria ser cobrador para sempre, e por isso não demonstrava mesmo muito compromisso com aquela função. Certo dia perdeu o emprego. O motivo alegado pela empresa foi justamente a falta de dedicação.
Outro rapaz, certa vez, estava em dúvida em qual vestibular iria prestar. Não sabia o que queria fazer. Passou num curso chamado “Biblioteconomia”, e por não saber previamente o que este curso era, não se dedicou, ao fim do ano reprovou, e desistiu daquela faculdade.
Pessoas perdem coisas boas por causa da falta de compromisso. Perdem oportunidades, às vezes únicas na vida, pelo simples fato de se acharem: despreparadas; novas; imaturas; melhores que o oferecido; incapazes de dar conta do recado; sem vontade mesmo; e outros tantos motivos. No fim, tudo se resume a não querer arcar com as conseqüências de uma decisão tomada.
O compromisso mesmo não é nada. O medo é de falhar com o que seremos, com o que dizemos, com o que prometemos. Temos medo de sermos apontados na cara com um belo de um dedo indicador e nos sentirmos os piores do mundo, só porque falhamos. Aí, entra até a falta de compromisso conosco mesmo, pois não somos aptos a assumir nossas próprias virtudes e méritos.
Aonde chegaremos, nesta vida, sem compromissos? Eu um dia tive a noção plena que a vida é formada por projetos.
Você quer comprar uma moto, vai montar um esquema de economia financeira. Largará um pouco de gastar com lanches e saidinhas no final de semana, vai economizar nos gastos supérfluos, e assim busca que lhe sobre o dinheiro para a aquisição da moto ao fim de um período. Isto é um projeto.
Você quer fazer uma faculdade que sempre teve vontade, mas atualmente não tem recursos para pagá-la. Então resolve fazer um cursinho, tentar uma pública, ou senão resolve fazer um curso técnico na mesma área, para já se adiantar do conhecimento que terá que obter na faculdade. Isto também é um projeto.
Você quer montar um fã-clube e um site sobre os BackStreet Boys. Resolve então que primeiro procurará fotos, depois reunirá tudo, vai escrever umas matérias sobre a banda e depois corre atrás de associados para o clube a fim de bancar os custos da hospedagem do site em um provedor. Isto, mesmo sendo uma coisa tosca, é um projeto.
Então, na vida, tudo que queremos fazer se resume em projetos. E projetos são compromissos. Se queremos algo, nos mudamos, nos alinhamos, nos melhoramos, a fim de que este compromisso aconteça.
Já para jovens, inclusive para mim mesmo, é difícil tomar decisões e compromissar-se com elas. Temos medo de falhar. Então, vamos assumir o compromisso conosco mesmo de assumir nossas falhas, e todos outros compromissos serão mais fáceis de aceitarmos e tentarmos cumprir.
Falhar é parte da arte de viver. Mas garanto, se você resolve tomar o compromisso de se assumir como ser humano, falho e passível de erros, é muito mais fácil lidar com os compromissos a mais que nos surgem a frente. Porque tantos jovens não vão à igreja? Pois tem medo de falharem, acreditando que quem é de igreja não pode ser falho. Outra coisa, é que se você resolve mesmo assumir os compromissos que lhe surgem à frente, você começa a ser recompensado. As pessoas pegam confiança em você. Olham para você como uma pessoa séria, de princípios e caráter. Vêem em você algo mais, que atualmente poucas pessoas têm. E com isso, confiam a você muito mais coisas do que você já pensou possuir ou controlar.
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